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O Simbolo da Medicina - Nove de Julho
MEDICVS PRO OMNIBVS

 

 

 

O Emblema da Medicina – Nove de Julho (MNJ) foi idealizado no início do primeiro semestre da I Turma, 25 de agosto de 2003, pelo acadêmico Alexandre H. Kajita e escolhido como Emblema Oficial por toda a Primeira Turma, com o intuito de criar desde o começo uma identidade para a nova faculdade de Medicina que se iniciara. Para tanto, fez uso de um conjunto de simbolismos, mesmo que sutis, a fim de retratar o surgimento da MNJ e o estandarte proposto para essa nova Faculdade, o qual visava a formação de médicos generalistas, daí então o LEMA em latim “MEDICVS PRO OMNIBVS” (Médico Para Todos).

            Criado com base na teoria filosófica essencialista, apresenta um jogo de características e imagens propositadamente colocadas em destaque, primeiro plano ou em segundo plano, de simbologia simples, porém complementar, a fim de transmitir visualmente uma mensagem sobre a MNJ, uma nova faculdade com novos valores a serem criados. Além de detalhes propositadamente representados como a ausência de elementos de preenchimento, ou os espaços vazios laterais, vale ressaltar que especificamente nesse Emblema não apenas o desenho tem significado, as lacunas também têm.

            Quando observamos, mesmo que de relance, o Emblema da MNJ a primeira imagem observada é a figura central de uma forma humana representada com uma cobra entrelaçada. Destacada propositadamente, é talvez a imagem de maior conteúdo e significância em todo o Emblema. Antes mesmo de qualquer simbolismo, a cobra enlaçada no corpo humano faz uma alusão ao “Cajado de Asklépius”. Com três voltas completas sobre a figura humana, posiciona-se de modo a formar um “9” fazendo a personalização do Símbolo da Medicina no contexto da Medicina – Nove de Julho.

A cobra representada com riqueza de detalhes é Quetzalcoalt, o Deus asteca da Vida, responsável não somente por dar a vida ao homem como também de forma holística abrangendo o corpo físico e espiritual. A forma humana estilizada na qual a cobra se entrelaça notoriamente representa não por acaso um corpo feminino, em Branco, mostrando a higidez em que se encontra e se observada com atenção vê-se que não possui braços, impotente quanto as injúrias que lhe podem recair na dependência da

 

proteção da Medicina representada em Verde pela Cobra. Representando a Tríade do Homem (razão, sentimento e instinto), está a figura humana protegida pela cobra, a qual passa seu corpo por sob a cabeça da primeira protegendo-a ou protegendo a razão; apóia sua cabeça sobre seu peito protegendo assim o coração ou o sentimento; por fim, afasta seu corpo da figura humana liberando o ventre ou o instinto. O ventre da mesma não está apenas na Tríade do Homem, está sobre o eixo principal do Emblema e das retas transversais que entrecruzam-se sobre o Emblema este recebe destaque não apenas pela representação do instinto primordial, mas por representar a característica inerente a todos os seres humanos: a sua origem, o início de tudo. As retas transversais representam a idéia de causa e efeito, presente em todos os aspectos da medicina seja pela idéia de etiologia e doença como na de doença e tratamento ou tratamento e cura, juntamente com a idéia de alternância, uma vez que em medicina nem todos os pacientes reagem da mesma maneira.

Logo acima do Cajado observamos um pergaminho antigo numa língua morta, o latim, homenageando aos médicos antigos, criadores da anamnese e do exame físico, as bases da medicina ainda hoje. Há também dois espaços vazios laterais nos quais observa-se claramente a falta de algum elemento contextual, geralmente preenchida por uma coroa de louros, que representa o poder, por isso não há a coroa, a medicina tem caráter idôneo, o médico possui respeito e admiração social, não devendo usar disso para autopromoção.

Por fim e não menos importante, temos a designação, data de fundação e os o anéis externo e interno do Emblema. Quanto à designação, a característica que salta aos olhos é o grande espaço entre as palavras MEDICINA e NOVE DE JULHO separadas ainda por um hífen. Tal simbolismo vem apenas corroborar a mensagem já apresenta pelo Cajado, afinal a Medicina é única, entretanto, estes médicos que estão sob o regimento desse Emblema são da MNJ. E os anéis externo e interno como última simbologia delimitando o emblema representam o macro e o microcosmos nos quais a medicina se insere, vendo não apenas a sociedade mas o indivíduo, com necessidades próprias e por vezes não condizentes com a situação da maioria. 

 




 


           
“...Deixamos o Emblema da MNJ como um presente da primeira turma às outras
turmas e à aquelas que jamais terão a chance de nos conhecer, não por uma
questão de ego mas para que daqui a 30 ou 40 anos nunca se esqueçam que também
como todos, tivemos um começo turbulento e por várias vezes tempestuoso, mas
nunca esquecemos quem somos e o por quê de estarmos ali...” – Primeira Turma



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